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Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Faça chuva ou faça sol...lá estarei à tua espera ...com um sorriso !


Dia 2 de Dezembro (sexta-feira) às 22 horas. Nesse dia estarei à porta do casino de Lisboa faça chuva ou faça sol e voltaremos a falar mesmo que só como amigos. Se não apareceres, eu compreenderei, e será sinal que estás feliz com outra pessoa, e que não me queres mais ver. Eu não ficarei magoado. Mas dia 2 de Dezembro , sexta feira, às 22 horas eu estarei lá…faça chuva, sol ou caiam relâmpagos, lá estarei à porta à  tua espera, para tomarmos uma caipirinha ...como foi na nossa primeira vez.

Não vejas isto como uma tentativa de reconquista, mas mais do que isso, como uma reapresentação. Tu, Eu, Nós, merecemos isso!
Até lá o meu silêncio não é, nem será indiferença...apenas a única coisa que neste momento aceitas de mim.
Até lá, se sentires necessidade, contacta-me, não pensarei mais do que te estejas a preocupar comigo!

Cuida de ti! (como eu sempre digo) e até lá!

PS-Esta será a penúltima mensagem que publicarei neste blog, depois de dia 2 escreverei apenas mais um texto, o último, e com esse texto encerrarei este blog que representa tristeza, terás esse privilégio! Aconteça o que acontecer, serás um ponto de viragem na minha vida, aconteça o q acontecer.

Um beijo...eterno...do homem que mais te amou !

Terça-feira, Outubro 04, 2011

Momentos difíceis

O primeiro artigo de outro autor, para uma pessoa especial, que mesmo perdida, não está sozinha! Eu estou aqui e farei de tudo para te reencontrar, o tempo que precisares!

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Momentos difíceis

Por vezes encontramo-nos em momentos difíceis, em fases dolorosas, onde a falta de direcção é clara, onde a coragem, a confiança e o amor próprio são consumidos por uma voraz ansiedade, pelo vazio, pela confusão de pensamentos...
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E, na maioria das vezes, não nos damos conta de que nós próprios criamos tais infernos!
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Condutas erráticas, escolhas equivocadas cerceiam a oportunidade de crescer perante os nossos olhos e o nosso coração.
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Em nenhum momento da vida deve  abandonar a sua guarda, a sua evolução, à mercê de outros.
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Cada um deve abrir os seus caminhos. Caminhos que percorrerá sozinho, pois sua a evolução só a si pertence, só a si diz respeito.
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Mesmo que peça ajuda espcializada, a sua ajuda é necessária para que a paz seja presente nos seus dias, pois a sua busca, mesmo que não saiba, ainda prossegue silenciosa, dentro de si, feita uma flor que desabrocha aos poucos, subtil, à espera da sua presença para se transformar na realidade que deve viver.
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Dê oportunidade para o seu despertar, através da sua disponibilidade em ser presente, em estar atento, confiante e amoroso no seu caminhar. Lembre-se que este é o seu principal propósito.
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Sem paz de espírito não poderá desfrutar do que a vida tem a oferecer, pois só na presença da paz e do conhecimento é que pode ter olhos para ver e coração para sentir as inúmeras belezas que o cercam. 
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"Quem acende uma luz, é o primeiro a beneficiar da claridade."
(Gilbert Keith Chesterton – escritor inglês)

Domingo, Outubro 02, 2011

A Inutilidade do Sofrimento: As Palavras que Nunca te Disse!


Estou feliz! Hoje estive junto dos três sorrisos mais bonitos que conheço. Após névoa, sombras e lágrimas, hoje estive junto ao sol: vocês.
Hoje pude vislumbrar os vossos sorrisos, partilhar o meu riso com o vosso, ver-vos, partilhar com vocês a felicidade que floresce de dia para dia e estou a redescobrir em mim. A ti agradeço-te isso, o alerta, o chamamento para o que não me estava a deixar ser plenamente feliz: Eu. Não o faço por ti, faço-o por mim, porque me cansei de ser infeliz comigo e fazer menos felizes as pessoas que amo. Perdi um pedaço de mim, pelo qual farei de tudo para que um dia, em breve, me volte a encher de alegria. Sinto tanto a vossa falta! 
Sobre ti já muito disse, mas tenho sempre algo a dizer. Apaixonei-me pelo coração mais bonito que conheci, que me faz querer ser uma melhor pessoa diariamente. Podemos parecer diferentes, mas acho que em parte somos iguais, somos sonhadores, mas eu, apenas eu, me esqueci de sonhar. Mas tu, tu mesmo na dificuldade da vida, mantiveste o teu coração puro, sem raiva nem maldade, e eu quero isso para mim, sem qualquer dúvida!
Um grande trambolhão acordou-me, conseguiste acordar-me, obrigar-me a tomar decisões para mudar um estado que era insustentável, para mim e para as pessoas que amam. Afinal como dizes e bem, não és analgésico. Não conseguirei nunca agradecer-te, do fundo do coração!
Acordei para o que quero voltar a ser, melhor ainda, esquecer o que aconteceu de menos bom no meu passado e deixar de me agarrar a isso para viver revoltado. Tu não tens culpa, ninguém tem culpa, a culpa é minha de não ter apagado isso e seguir com o coração renovado a partir do momento que conheci alguém como tu: Única. 
Estou farto de reclamar, estou farto de arranjar razões para não ser verdadeiramente, e sobretudo para não fazer alguém feliz. Bastam de palavras, chegou a altura de acções. Algum dia isto teria de acontecer!
Aprendi também algo muito importante, o mais importante de tudo: OS MESMOS ACTOS LEVAM AOS MESMOS RESULTADOS! Só há uma forma de inverter tudo isto: Ser eu como me conheci um dia mas fazer diferente, sem deixar de ser eu, mas fazer diferente, muito diferente. 
Eu sou muito melhor que isto e mereço, para mim próprio, ser uma melhor pessoa. Ninguém aguenta alguém assim. Hoje eu compreendo-te. Desculpa-me ter acordado tão tarde!
Vejo-te voltar a fazer coisas que gostavas, e sinto-me mal, porque sinto que mesmo que de forma não  propositada, te impedi de fazer isso. Querendo deixar-te ser livre, sufoquei-te a veia criativa, e isso corta-me o coração, porque eu também não sei viver sem criar, e estas palavras, são um exemplo disso. Como tu adoras criar obras de arte, eu sinto falta de escrever. Eu devia ter percebido isso, devia ter feito diferente. Mas não vi, não senti o verdadeiro peso, desculpa-me por favor, só agora vi, só agora sei, só agora, saberia o que não fazer. E a dor é a maior inspiração para criar! Verdade?
Fico feliz por saber que te divertes e e sais com os teus amigos, mas triste por não fazer parte dessa felicidade e sobretudo pouco ou nada ter feito enquanto podia para promovê-la. Eu não sou assim, deixa-me mostrar-te! Quero muito rir ao teu lado! Dá-me a oportunidade de fazer parte, desta parte tão importante para ti!
Eu não sou perfeito, tenho imensos defeitos, mas há algo que não podes negar, entre tantos defeitos humanos, há um coração com muito amor, cheio de vontade de dar. Sim, dar, porque é para mim no dar que está o receber. Tu sabes disso, conheces um pouco de mim. Sinto-me bem assim!
Aprendi aos trinta e dois anos, que podemos amar alguém, mas essa pessoa não deve ser a responsável pela nossa alegria, pela nossa felicidade. É muito peso, é muita responsabilidade e sobretudo muita pressão para a outra pessoa. Eu fiz isso, de forma não explicita ou consciente, mas fiz e fiz com a pessoa que menos merecia: Tu. Eu devo ser feliz comigo próprio, como agora estou a começar a ser, para depois ser feliz contigo. Não poderia jamais depender de ti para ser feliz. Numa relação há EU, o TU e NÓS. Eu pensei no NÓS e se calhar de forma inconsciente do eu, negligenciei o TU. Espero que um dia me perdoes. Porque só sendo feliz, te poderia fazer feliz, porque só estando apaixonado por mim, tu também te poderias talvez apaixonar. É a verdade, que percebo hoje, aos trinta e dois anos, dia 1 de Outubro de 2011,  pela tua mão. Obrigado! 
Estou no caminho certo agora, adorava que ele se entrelasse no teu. Faz-me falta, não para me fazeres feliz, porque fazias, e muito, não duvides, mas porque eu sei, no mais profundo do meu ser, que tu irias completar o vazio, o vazio bom que tenho,o que criei para que as coisas boas da vida entrassem. Consegui durante algum tempo, depois deixei o comboio descarrilar. Tive a capacidade com raiva, revolta, queixumes da vida, do tempo, do trabalho, sabotar a minha felicidade! Fazes-me falta, tanta falta!
Mas o  meu percurso vai continuar, contigo, ou só, porque não há volta a dar, eu decidi ser feliz. Não minto, nenhuma outra mulher faria sentido na minha vida. Em ti vi e vejo todas as características da mulher que me faria feliz. Afinal tudo isto eu aprendi contigo! Estou finalmente no caminho certo, não será instantâneo, mentiria, mas os avanços são grandes, triste por vezes por não poderes assistir a todos eles, mas eles existem, e estou a fazê-los por mim. Para fazer feliz, tenho de ser feliz. Basta de reclamar! Basta de ver problemas em coisas que não importam. De fazer de uma coisa pequena, o fim do mundo. BASTA!

Acabo como comecei: Estou feliz, como o Sol nesta foto que renasce, Estou Feliz !

Terça-feira, Setembro 13, 2011

Longe...mas perto !!!

Podemos estar longe, mas sempre perto. Podemos chorar, que secretamente secaremos as lágrimas um do outro. Podes chamar o meu nome e logo eu lá estarei para ti. Longe mas perto, separados mas juntos, tristes mas felizes porque um dia, pelo menos um único dia, nos amámos. Pensa em nós ! Um bj

Segunda-feira, Março 09, 2009

Hoje tu não estás


Entre névoas e tempestades procuro-te, mas tu hoje não estás. Luto, procuro, tento alcançar-te mas não chego, não consigo, não desisto, não desisto de nada. Mas tu não estás..hoje ... não estás, não sei onde estás.
Hoje perdeste-te, perdi-te entre luzes que ofuscam o pensamento, que o confundem, que nos iludem, que te iludem, não conseguimos hoje tocar-nos, porque não estás, não estamos juntos.Hoje abriu-se uma chaga que deixa cicatriz, forte, carregada...continuada.
Hoje queria rir, saltar, brincar, dizer que te amo, que te quero, que existes e ocupas todo o meu ser...mas tu não estás, e com a tua ausência vieram as lágrimas, traiçoeiras. Caem, uma a uma, sem correr, deslizam par a par, sem aparecer, choro lágrimas cá dentro, sem as conseguir exteriorizar.Afinal, hoje tu não estás.
Hoje queria ser criativo, audaz, desafiador, mas não consigo, porque nem a tristeza da tua ausência me serve de inspiração para sofrer, para escrever, para dizer que não estás com palavras de cetim e veludo, perfumadas, tão perfumadas.
Hoje queria sentir o teu perfume, o sabor dos teus lábios, o toque dos teus cabelos, as carícias do teu corpo, a ternura dos teus olhos, a felicidade do teu sorriso, mas não tenho porque tu não estás, decidiste assim.
Tu hoje não estás, não me aconteceu a mim, para mim. Não desvendei o teu corpo, não senti tua respiração, não te ouvi dizer o meu nome, o meu nome não.
Hoje eu não estou feliz, presente, ausente, alegre, triste, enraivecido, calmo. Não estou nada, nada de nada e assim me afasto de um não que me trouxe mais que uma ausência, dilacerou-me o meu ser com um não estás, não estamos...juntos...os dois.

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

A VIDA IMPEDE-ME DE SONHAR!!!


Está frio, tanto frio! O vento gélido insiste em ultrapassar as janelas imponentes da tua casa. Tu não estás, nunca estás, nunca te encontro, nunca estás presente. Já não estás presente. Já não me olhas, já não me tocas, já não me vês, já não sussurras palavras docemente escolhidas ao meu ouvido. Paraste finalmente de gritar o meu nome em tons de raiva e prazer! Já não mexes comigo!

Por vontade inconscientemente própria, não mais te desnudarás procurando insistentemente o efémero prazer. Não mais tocarei a tua pele, não mais sentirei o contorno dos teus seios, não mais beijarei os teus lábios, escravizando-os. Já não existes para mim, nem para mais ninguém. Não mais seremos um só! Nunca mais serei só teu, nem tu serás de alguém que não te mereça!

Ainda me lembro da última vez que vislumbrei os teus olhos, que os possuí, que me possuíram. O teu olhar gritante, responsável por tantas desilusões, dono de tantos caprichos, senhor de tantas paixões, esse olhar que me dilacerou a veia poética, que me despojou de musas e talentos. Trouxe-me à realidade. Mostrou-me a doce dor do prazer, o doce sabor do veneno que emanas em cada gesto, esse veneno que me embriaga e me vicia em ti.

Tenho dificuldades em recordar-me dos dias em que me perdia no teu corpo, em que, por horas a fio, éramos só um, já não me lembro, já não sei onde estás, para onde foste.

Lembro-me perfeitamente de guerrear contigo em torno do amor, de o disputar, de lutar por ele, tentando salvá-lo a todo o custo, expondo-o vorazmente. Ainda me lembro bem dessa patética e doce guerra. Recordo-me de cada batalha, de cada golpe, de fortes golpes, que me marcaram o ser para sempre, que me afastaram do sonho. Recordo-me de cada investida, de cada compasso, de cada movimento enquanto te possuía, enquanto nos possuíamos. Recordo-me e arrependo-me…arrependo-me de não me ter entregado.

Hoje queria, mas não consigo sonhar. A vida impede-me de ser livre, de voar , de cair, de rir, de gritar, de ser eu , só isso. Ser eu em torno de mim próprio. Nunca consigo sonhar quando mais quero, quando mais preciso. Já não sou eu. Sou apenas uma réstia de um alguém seduzido por ti. CM

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

O outro lado do espelho


Todos os dias são únicos, todos os amigos são ímpares. Enquanto navegava perdido, encontrei quem já não contemplava há tanto tempo, há tantos anos. De repente, ali estavam todos eles,os meus amigos, a minha adolescência, os meus inesquecíveis colegas de liceu. É fantástico recordar tantos e bons momentos vividos por todos nós.

Ainda me lembro de ti, da escola, dos amigos, de tudo, da paixão que não esqueci, daquele sentir absurso. E crescemos tão rápido, sem espera , sem demora. Eu fiz-me o eterno rapaz, e tu uma mulher encantadora. Recordo-me tão bem dos risos partilhados, dos armores desvanecidos, dos beijos roubados, dos poemas nascidos. Gostei tanto de te ver, de vos ver, amigos, amigas, irmãs, colegas de tudo e para tudo. Que saudades dos tempos bons que vivemos, os melhores, sem dúvida.

Agora vejo-vos casados, casadas, com vidas , com trabalhos, com filhos. Meu Deus! O tempo é tão traiçoeiro. Queria tanto voltar a esses tempos dourados, onde tudo era diferente, onde todos eram especiais, onde a maldade ainda era só algo que se ouvia falar. Sinto muita falta de vocês, dos vossos risos, das vossas brincadeiras, de vocês.

Como vêem, também eu estou diferente, muita coisa mudou na minha vida, e mais ainda em mim, mas nunca me esqueci de vocês, nunca deixei de guardar um cantinho muito especial no meu coração, só para vocês, só para os amigos.

Por vezes apetece-me atravessar para o outro lado do espelho, soltar todas as lágrimas que o mundo nos obriga a chorar, e voltar para junto de vocês, sentar-me na mesma carteira de sempre, dizer as mesmas parvoíces de sempre, aos mesmos professores de sempre. Acredito que pensem o mesmo, que também sinto falta da vossa adolescência, dos primeiros beijos, dos primeiros namorados e namoradas, do primeiro cigarro, do primeiro amor, que para algum tem sido o único até hoje. Apetece-me passar para o outro lado do espelho e ser feliz com vocês.

Se nunca mais as nossas vidas se cruzarem gostaria de vos dizer: Obrigado por existirem e por fazerem parte da minha vida. Sejam felizes, sejam vocês. E lembrem-se: sempre que se sintam sós, podemos sempre encontrarmo-nos, basta-nos viajar para longe, para o outro lado do espelho. Beijos e abraços. Até um dia amigos, até um dia!!!

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

MY SIN


Tonight you’ll be mine at all,

I’ll seduce you until you come inside

my heart, deep in my soul

We’ll make love till I survive


Tonight I’ll feel the sweet touch of your breasts,

I’ll smell the sweet flavor of your touch

I’ll be the devil inside your hell

Let’s make love listening the church’s bell


Let’s bath in Holly water

Let’s sin in this love’s temple floor,

Let’s forget all that matters

Let’s do it all


Let me kiss you while I undress you

Kill me with your passion, while I possess you




Sexta-feira, Julho 28, 2006

Maçonaria e a Quinta da Regaleira

A Maçonaria provocou, praticamente desde o início, a oposição da Igreja Católica, embora muitos dos ensinamentos maçónicos, de inspiração cristã, preconizem a crença nas virtudes da caridade, na imortalidade da alma e na existência de um princípio espiritual superior denominado Grande Arquitecto do Universo. Grande parte da simbologia maçónica, sobretudo a dos altos graus, inspira-se em correntes esotéricas tais como a alquimia, o templarismo e o rosacrucianismo, inscritas em diversos locais da Regaleira.
Situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO, a Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).
A documentação histórica relativa à Quinta da Regaleira é escassa para os tempos anteriores à sua compra por Carvalho Monteiro. Sabe-se todavia que, em 1697, José Leite adquiriu uma vasta propriedade no termo da vila de Sintra que corresponderia, aproximadamente, ao terreno que hoje integra a dita Quinta - a esta data parecem remontar, pois, as origens da quinta em questão.Francisco Alberto Guimarães de Castro comprou a propriedade - conhecida como Quinta da Torre ou do Castro - em 1715, em hasta pública e, após as licenças necessárias, canalizou a água da serra a fim de alimentar uma fonte ai existente.Em 1800, a quinta é cedida a João António Lopes Fernandes estando logo, em 1830, na posse de Manual Bernardo, data em que tomou a designação que actualmente possui. Em 1840, a Quinta da Regaleira foi adquirida pela filha de uma grande negociante do Porto, Allen, que mais tarde foi agraciada com o título de Baronesa da Regaleira. Data provavelmente deste período a construção de uma casa de campo que é visível em algumas representações iconográficas de finais do século XIX.A história cia Regaleira actual principia, todavia, em 1892, alio em que os barões da Regaleira vendem a propriedade ao Dr. António Augusto Carvalho Monteiro por 25 contos de réis (Anacleto, 1994: 241).O célebre "Monteiro dos Milhões" nasceu no Rio de Janeiro em 1848, filho de pais portugueses, que cedo o trouxeram para Portugal. Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra, Monteiro foi um distinto coleccionador e bibliófilo, detentor de uma das mais raras camonianas portuguesas, homem de cultura que decerto influenciou, se não determinou mesmo, parte bastante razoável do misterioso programa iconográfico do palácio que construiu para si, nas faldas da serra de Sintra

O POÇO INICIÁTICO

Apesar da diversidade de percursos que a Quinta da Regaleira oferece, todos os caminhos podem conduzir a um aglomerado de pedras erguidas, com a aparência de um menir, num dos locais mais belos da mata:. E eis que uma curiosa porta de pedra roda impulsionada por um mecanismo oculto e nos faculta a entrada para outro mundo. É o monumental poço iniciático, espécie de torre invertida que mergulha nas profundezas da terra:. A terra é o útero materno de onde provem a vida, mas também a sepultura para onde voltará:. Muitos ritos de iniciação aludem a aspectos do nascimento e morte ligados à terra.
De quinze em quinze degraus se descem os nove patamares desta imensa galeria em espiral, sustentada por inúmeras colunas de apurado trabalho, que vão marcando o ritmo e o aprumo das escadarias. Os nove patamares circulares do poço, por onde se desce ao abismo da terra ou se sobe em direcção ao céu, consoante a natureza do
percurso iniciático escolhido, lembram os nove círculos do Inferno, as nove secções do Purgatório e os nove céus do Paraíso, que o génio de Dante consagrou na Divina Comédia.
Os capitéis dos colunelos enrolam longas folhas de acanto. E lá no fundo, a carga dramática acentua-se:. Gravada em embutidos de mármore, sobressai uma cruz templária, aliada a uma estrela de oito pontas, afinal o emblema heráldico de Carvalho Monteiro.





http://www.maconaria.net
Fotos: CM&MT

Sábado, Junho 24, 2006

UMA LUZ QUE NÃO SE APAGA

Há dias olhei para ti e estavas parada a desejar o sol. Enquanto os fios de luz desvirginavam o brilho do teu cabelo fiquei parado, inerte, sozinho a contemplar-te. Tem sido uma caminhada longa, confusa, esta aventura de dominar o sol, a perfeição. Mas tem sido bom sonhar ao teu lado.
Tento, tento e tento mentir-me, dizer-te que não existes, partir para o fim do sol, mas não consigo. Tento imaginar fortemente que não quero estar ao teu lado, que prefiro escolher-me, mas mais facilmente me perderia do que eu te perderia a ti. A ti não. Nunca! Fazes-me falta para conseguir respirar para ser eu próprio, Conheci-te criança, mas agora amo uma mulher.
Ainda me lembro de criarmos um mundo só nosso, perfeito. Recordas-te? Ainda me lembro de chorar ao teu lado, de tristeza, de imensa alegria. Ainda me lembro de nos separarem, por força do destino. Ainda me lembro de cada reencontro, furtivo. Lembro-me dos abraços fortes, imensos. Recordo-me das lágrimas, demasiadas. Mas lembro-me principalmente de uma coisa: contra o próprio destino, contra tudo, contra todos, ficámos juntos, sempre juntos. De tudo o que se passou pouco me lembro mas sei que não me esqueci que te amo, que te quero, que te desejo e que nunca fui de mais ninguém senão unicamente teu. Desafio-te a desfrutar mais uma etapa do tudo que nos falta conseguir, mas, entretanto, continuemos a preservar o que outrora conquistámos ao mundo: sermos felizes como só nós dois sabemos ser.

Terça-feira, Junho 20, 2006

IMORTALIDADE


Ao seres mulher, foste mais alto sem desejá-lo
Ao desejá-lo, perseguiu-te o inferno
Ao procurá-lo, abandonaste-te ao sem mundo calmo
Mas nos traços que desenhaste criaste o eterno

Sentiste-te amada mas perdida
Procuraste a luz, sem vida
Sentiste-te desejada, mas esquecida
Foste mulher mas agora és rainha

Foste do vento, porque o vento é cruel
Acreditaste na vida com receio e com dor
O vento tomou-te o corpo e foi-te infiel

Quiseste o sonho mas só tiveste amor
Amor perdido, incógnito, carnal
Amor tão mesquinho e tão forte que sem querer te fez imortal

DE NOVO...


Onde está tudo, quase tudo?
O brilho de outrora perdeu-se
Um grito de vida tornou-se mudo
A vida foi madrasta, esqueceu-se

Algo agora vive no ar
Que invade esta alma pequena e tépida
Uma alma leve que tão alto me deixou voar
Mas ao decidir fazer-me cair foi intrépida

Voei alto, no azul mais azul, azul real
Céu vestido do mais puro dos veludos
Distinto, nobre, sem igual
Lugar único entre todos

Vivi sonhos verdadeiros, sem par
Foi rei, fui príncipe, fui senhor
Fui quem quis ser, sem hesitar
Vivi beleza, amizade, senti amor

Tanto perdi, e não achei
Por isso agora choro
Porque não aproveitei
E por isso vivo onde agora moro

Perdi o meu reino, o meu povo, o meu trono
Perdi algumas rainhas, em vão
Mas usei sempre esta coragem como adorno
Que trago com orgulho, em nobre coração

Perdi o meu cavalo, o meu escudeiro
Perdi o meu escudo, a minha espada
Perdi uma parte mas não o inteiro
Não perdi tudo, perdi nada

Mas manda Deus o destino, de novo ser fiel,
Lançar de novo os dados da sorte qualquer
Tratar um coração negro, cheio de fel
E sará-lo com o amor de uma mulher

De novo, tudo de novo vai ser
Tudo de novo conquistar
Mas já nada tenho a perder
Já só luto para ganhar

Serei só eu e esta maravilhosa mulher
Que iremos conquistar todo o reino, de novo, com esforço e alguma dor
Ela será então a minha musa se Deus quiser
E a nossa lança será o nosso sincero amor.

Serei então o cavaleiro andante
Que avançarei pelo, até então por mim, reino desconhecido
Sempre forte, batalhador e errante
Lutarei até à morte, mas nem na morte serei vencido.

PARA TI


Algures na luz morre o vulto,
e perde-se o medo de viver,
Transforma-se a calma em tumulto,
E procuro-te para te ter

Procuro-te entre as trevas e a claridade,
Perco-me numa quimera que não sonha
o que eu sinto , na verdade,
o que desejo , o que jamais me enfadonha

Pois não te idealizo , és ideal
Não sonho tocar-te, toco-te
Não te imagino, és real
Não sofro por ti , Amo-te

Não te procuro mais, porque já te encontrei
Não anseio beijar-te ,porque já te beijei
Não anseio desejar-te ,porque sempre te desejei
Não anseio amar-te, porque já te amo e sempre o farei.

Esqueçamos a vida , a morte,
O mundo , a sorte
Esqueçamos tudo, tudo menos nós
Para que no fim de cada dia possamos voltar sempre a ficar juntos, calmos e sós.

DESTINO



Enquanto dois olhares se cruzam cai uma gota de chuva, uma simples gota, uma so vez, pesada, marcante. Inundas um rosto queimado pelo sol e perdido pelo vento, és liquida.
Perde-se outro olhar em outras gotas que teimam em persistir outra vez, em não fazer sentido, em confundir ebriamente o destino. Entao soltas-te, corres nua pela praia, sem pudor, sem olhar para as gotas das chuvas que desnudam o teu corpo. Dás-me um suspiro, sinto um respirar quente, reconheço-te. Encontraste-me, perdi-me em ti!
Tento esconder-me, evitar-te, lutar, desafiar-te, insurgir-te, aceitar-te. Tento acabar com a tua vida, alimentando-te. Tento esquecer-me que existes, lembrando-te. Tento e tento e tento de tudo, mas é tarde, é demasiado tarde porque ja não consigo deixar de te contemplar,ja não consigo deixar de te sentir. É então que resolvo entregar-me no derradeiro instante, vitorioso, flamejante.
Grito-te: odeia-me, idolatra-me, ignora-me, mas nunca, nunca me ames, ou serei cativo do teu capricho para sempre.

UMA NOITE DESTAS...


Enquanto o grito que teima em não deixar dormir persistir, vai ser difícil quebrar o ritmo do pensamento que investe vertiginosamente em atormentar-me. Entre as águas que se entendem aos confins do inconsciente, tomo a noção por incompleto, inverto-a, deslizo sobre ela como se nada significasse. Já não conheço a noção da razão, já não a entendo. Ainda bem que assim sucede a chama!
Um dia destes perdi-me, perdi a cabeça. Enquanto rias esmorecidamente, eu contemplava a tua ânsia, a tua raiva. Eu não tenho a culpa da vida que levas, não sou culpado por te teres perdido, por seres errante no mundo dos mortos, dos mortos que se julgam vivos, que insistem que o são. Acorda Isabel, acorda! O mundo ainda é redondo, e o céu será eternamente azul. Some-te Isabel, desvanece-te da vida que usas em nome de algo que não é real, abandona-te, é preferível que o faças. Viver assim não é digno! Isabel podia ser o teu nome, mas nunca o será, porque não tens a estimpe para o seres. Não és ninguém!
Uma noite destas entrego-me, perco-me, deixo-me ir na corrente, na corrente da esperança, da fúria, da raiva, do desaire, da loucura. Uma destas noites perco-me … entre cabelos negros, sedosos, com aroma a mar e a paixão. Tomo-te, perco-me adultero-te, exploro-te, reencontro-me. Mas não me esqueço que me amo.
Numa dessas noites vou ser corajoso. Vou enfrentar-te e dizer que não te amo, que não quero mais beber do teu sangue, que não preciso mais possuir a tua alma, que quero solenemente perder a tua essência. Vou deixar de estar sufocado pela demência sentimental, pela inércia. Qualquer dia destes será uma noite, aquela noite escura em possivelmente vou reencontrar-me, e perder-me mais uma vez.

FEEL THE MOON



When i look deep in your soul,
I see the bright in your eyes,
I feel the hope it brings to my own
It hits the skies.

I want to feel life in my hands,
And find the light that is inside you,
Touch your lips, lost in the sands
Of the deserts that hide me the truth.

Please tell me soon that you need me,
And come quickly into my arms,
Get me drunk with your blood and see
the feeling that brings me apart.

Seduce me with parfum of your hair,
During the night that comes with sin.
Let me feel your mouth and despair,
With the silk's touch of your skin.

Please come to me and stay,
Show me the true path, light my way.

IMAGINAR-TE


Incrédulo vejo chegar as cinco horas enquanto solto o corpo entre lençóis que insistem em trazer recordações que flamejam docemente. Urge o sono, mas a mente não deixa viver sem limite. O ardor arrefece lentamente enquanto penso no proibido e te idealizo imperfeita, mulher. Codifico os sentimentos encriptando-os de tudo o que lhes possa fazer mal: protejo-te! Poderias ser minha, só minha, só nos dois. Entre o doce aroma dos cabelos ondulados loiros que resplandecem ternura surge a confusão de vontades, desejos, delírios. Tenho pavor de revelar o que anseio. Desejo mostrar o que quero. Oculto de forma insegura tudo o que não devia. A dor invade-me e o despertar de mente persegue-me. Ergo os olhos do breu que caracteriza insistentemente o meu sono, acordo e vejo que não me esqueci de ti, que estás presente, em espírito. Desperto mais uma vez, e lembro-me de como és doce, tão doce! Tento organizar-me na confusão que insiste em fazer-me chorar, em revoltar-me contra o que presinto, contra tudo aquilo o que eu não devia sentir. Não é paixão! Obrigo-me vorazmente a disciplinar o coração. Desaparece algo mais que um simples beijo. Uma maior vontade maior que uma simples troca de olhares permitiria contemplar-te divinamente desnudando-te de preconceitos. Enquanto enquadras as palavras que evito mencionar, apercebes-te do que quero dizer. É um sentimento forte, resistente e não sei como terminá-lo. Poderias ser parte de mim mas escolheste perder-te. Soltaste-te e invadiste cruelmente o meu íntimo, começaste a ser parte dos meus dias. Agora temo não mais te ver, não mais te contemplar. Dilacera-me em dor, em mágoa, mas não me facas sofrer mais do que mereço! Procuro o que quero evitar pensar, mas é impossível fugir ao teu destino! Não me quero apaixonar pelo risco depois da vida, nem continuar longe da felicidade! Existem palavras que nunca direi a não ser que as queiras mesmo ouvir. Não estou a imaginar, pois não?